Ainda no século XVIII a região já apresentava sinais marcantes de povoamento e importância regional, quando a partir de 1759, o então primeiro governador da capitania de São José do Piauí, João Pereira Caldas eleva à categoria de vila a povoação "Caatinguinha", única paróquia sem titular residente e praticamente despovoada, que após a mudança passa a ser denominada de Vila da Valença, inserindo-se dessa forma no contexto sócio-político da Capitania, que competiu veementemente para seu posterior desenvolvimento.
Os sinais mais marcantes de povoamento da região se dá principalmente no período do Piauí republicano, quando o governador Gregório Taumaturgo de Azevedo criou algumas vilas como Luzilândia, Natal e Aparecida e elevou outras à categoria de cidade como Piracuruca, Campo Maior e Valença.
A região está inserida no semi-árido Piauiense, com predomínio de vegetação da caatinga, apresentando baixos índices pluviométricos e grande irregularidade de chuvas, comprometendo desta forma a principal atividade econômica da região: a agricultura. Embora a região apresente ocorrência de alguns minerais não-metálicos, como argila em valença e Opala em Várzea Grande, a economia gira em torno do comércio, com destaque para Valença e Elesbão Veloso situadas a margem de BR's, e principalmente da agricultura praticada sob a forma de subsistência. Entretanto, o turismo pode tornar-se uma alternativa econômica viável em virtude da importância histórica da região ainda pouco explorada. A região abriga um patrimônio histórico cultural e religioso de diversas épocas da História Piauiense, por ter sido porta de entrada das missões colonizadoras procedentes de Recife no vale dos rios principais da região conserva-se fazendas coloniais além de importantes pólos de referência para turismo religioso e Ecoturismo. |