A PRAÇA É DO POVO
"VAPOR" NO CAIS DO PARNAÍBA
"A praça é do Povo como o céu é do condor". A afirmativa de Castro Alves é atualíssima para o contexto da nova Praça da Bandeira em Teresina que no ano de 2010 parece ter ressuscitada a vida de um século atrás quando o cotidiano da cidade acontecia em torno do cais e do mercado. Foi neste lugar onde Teresina nasceu. Lá está o marco zero da nova Capital fundada por Saraiva em 1852.
Hoje é possível observar a história sendo contada com um sentimento de saudosismo do passado teresinense: A parada de ônibus parece ter sido projetada não só para embarque e desembarque, mas para se ter a oportunidade de, a partir de um único ponto, estar de frente à praça observando as pessoas transitarem, não mais com a mesma calma de um século atrás quando rapazes iam cortejar as moças e os senhores e senhoras no fim da tarde iam curtir a brisa agradável do rio Parnaíba.
Giramos 180 graus e está alí o Mercado Central: isolado durante muito tempo do conhecimento da nova geração de teresinenses, cuja preferência está nos "Shopings Centers", agora ressurge imponente, vendendo outros produtos, revelando outra arquitetura, resistindo ao tempo com a deliciosa comida caseira e sem deixar de abrigar a simplicidade e a hospitalidade do Piauiense que, muito mais que comerciante, é um povo alegre e acolhedor.
Mas enquanto o ônibus não vem, não se falta cenário para apreciar. O nosso olhar ainda alcança as águas caudalosas do rio Parnaíba. Resistem ao tempo as estruturas do velho cais onde terminava a "rua da Glória". A Paisagem das águas está emoldurada na base de concreto e asfalto. No lugar dos vapores que semanalmente traziam pessoas e mercadorias de Parnaíba, não está mais a alegria da chegada ou o adeus da partida, mas um metrô que corre acima dos carros impacientes. É Procurando ganhar tempo na vida de uma cidade que corre para cumprir compromissos que não se tem o tempo de apreciar estas simbólicas belezas Teresinenses.
Notícia publicada em 10/04/2010 às 02:04:07
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