ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS! NEM SEMPRE.
REVOLUÇÃO DE 1930 NO PIAUÍ
Na tão concorrida e comentada disputa pelo Governo do Piauí, o direcionamento dado pela opinião pública, seja a veiculada nos meios de comunicação, ou a que está nas discussões e comentários do cotidiano das pessoas, acirra os ânimos de prováveis candidatos, líderes partidários, autoridades, simpatizantes, cidadãos de uma forma geral. Quem vai ser ou não o candidato? Qual grupo vai assumir ou não o poder? A resposta dada a esses questionamentos nem sempre responde aos reais anseios da população que acaba, muitas vezes, não tendo seus interesses contemplados em discussões que acabam se resumindo a grupos isolados de interesse pressionando por uma decisão rápida.
Não são de hoje as pressões de grandes grupos de poder por decisões antecipadas que acabam ferindo os interesses da administração pública. No Piauí as disputas pelo Palácio de Karnak sempre foram eufóricas, chegando, inclusive, a sede do governo, a ser ocupada por um grupamento militar, como em 1930, quando as forças revolucionárias que derrubaram a República Velha, colocaram Getúlio Vargas no poder e, para o Piauí, nomeram o seu primeiro interventor, o cearense Landri Sales Gonçalves.
Em Teresina o Quartel General que representava o movimento tenentista instalou-se no Palácio de Karnak em 07 de Outubro de 1930. Conforme documento em anexo do Jornal O Piauhy desta data (ver foto Estação Velho Monge - Teresina) o quartel General do Piauí estava composto por: Capitão Marcos de Farias Bangoim (Chefe do Estado Maior), Cap. Samuel Castelo Branco, Cap. Médico José Marques da Rocha, Ten. Franklin de Castro Lima, Ten. José Vieira da Silva, além de 1 sargento, 2 cabos, 1 corneteiro e 20 soldados.
Notícia publicada em 18/04/2010 às 02:04:11
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