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Cachoeria do Urubu.
Foto de Aureliano Muller.
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A expressão “Caminho das Águas” refere-se não apenas ao exuberante potencial hídrico que constitui o maior atrativo turístico e econômico da região mas à grande importância que tiveram as águas emersas em todos os momentos históricos dessa região.
Orientados pela política Filipina de ocupação do interior do Brasil no século XVII, a defesa da costa norte do Brasil da ameaça Francesa bem como pela dificuldade de navegação da costa norte do oceano que dificultava o contato por via marítima da missão Portuguesa com a Ilha Maranhense e favorecidos pela condição de rios perenes, as missões deslocavam-se ao longo do leito dos principais rios que formam a bacia do Longá dando acesso da Serra da Ibiapaba (base da missão) onde nascem a maioria desses rios, ao Rio Parnaíba e deste pelo Litoral até São Luís.
Define-se então, como centro da missão o alto da Serra da Ibiapaba (Viçosa do Ceará) e pelo caminho das águas penetram as primeiras famílias que vêm a fundar a vila Viçosa Real e ocupam o vale dos rios, riachos e cinturões férteis que juntos formam o “Caminho das Águas” hoje abrigando riquíssimo patrimônio colonial entre fazendas, povoados e cidades.
Mas essa região também revela influências da política imperial e da cultura da exportação do século XX. Os vales dos rios dessa região foram não apenas orientadores de missões ocupacionais e devastadoras, mas também zona militar estratégica na época do império e caminho para a entrada da influência cultural urbana do século XX.
Rios, cachoeiras, fontes permanentes de água, fazendas e cidades históricas, as inúmeras represas e lagos que possui a região além do Parque Nacional de Sete Cidades são um convite ao turismo histórico, ecológico e de aventura e aos investimentos em agricultura irrigada e psicultura. |